LinkedIn ou Google Ads no B2B: O guia para decidir onde alocar seu investimento

LinkedIn Ads ou Google Ads
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No marketing B2B, a dúvida entre LinkedIn ou Google Ads continua sendo o “clássico” dos debates. Muitas marcas que investem em publicidade paga sem uma estratégia clara, acabando por não tirar o máximo proveito das plataformas. 

Se você cansou de relatórios bonitos que não se traduzem em vendas, precisa entender que a escolha entre esses canais não é apenas preferência, mas sim uma decisão sobre em qual estágio da jornada de compra você vai “atacar” seu cliente.

Continue a leitura e descubra qual canal faz sentido para sua estratégia! 

Qual a diferença entre LinkedIn e Google Ads? 

A grande sacada aqui é entender a diferença entre captura de demanda e geração de demanda

O Google Ads é responsável pela captura de demanda. Você alcança pessoas que estão ativamente pesquisando por soluções, usando termos claros como “software de CRM para pequenas empresas”. É o targeting do “O quê”. O usuário já sabe o que procura e tem uma intenção.

Já o LinkedIn Ads é focado na geração de demanda. Na plataforma, você atinge o “Quem”: decisores, diretores e C-levels segmentados por cargo, setor ou senioridade.

No LinkedIn, você planta a semente na cabeça de um gestor que nem sabia que precisava da sua solução, educando o mercado antes mesmo dos seus concorrentes aparecerem.

LinkedIn Ads ou Google Ads
Enquanto o Google foca na intenção de busca, o LinkedIn prioriza a geração de demanda.

Quando é melhor usar o Google Ads para empresas B2B?

Se existe um vocabulário de busca definido para o seu produto, o Google pode ser uma opção para conversões diretas. Ele entrega o anúncio no momento exato da necessidade, o que tende a encurtar drasticamente o ciclo de venda.

No entanto, há uma “verdade ácida” que ninguém te conta: o Google tem um teto, que é o volume de buscas mensais. Se ninguém pesquisa pelo seu termo técnico ultra-nichado, não há o que capturar. 

Além disso, o Google Ads no B2B exige uma infraestrutura online impecável. Se sua landing page é lenta ou sua mensagem não resolve a dor do usuário em segundos, você está apenas pagando para o seu concorrente ser a próxima opção de clique dele.

VantagensPontos a considerar 🤔
✅ Intenção de busca (alcança usuários prontos para comprar).O baixo volume de buscas mensais das palavras-chave pode impactar no resultado da campanha.
✅ Variedades de canais (Display, Performance Max, YouTube, etc). Muitas impressões e uma chance muito maior de atrair leads desqualificados.
✅ Controle por localização, horário e dispositivos.Segmentação de público mais restrita quando comparada ao LinkedIn. 

Por que o LinkedIn Ads é essencial para o mercado B2B de alto ticket?

Para produtos com ticket médio elevado e ciclos de venda longos, o LinkedIn é imbatível. Ele permite o acesso direto ao C-Level e gestores que, no Google, seriam anônimos.

As vantagens exclusivas do LinkedIn são:

Alto poder de segmentação

Você pode filtrar por competências específicas, localização e até fazer listas de empresas-alvo para campanhas de ABM (Account-Based Marketing).

Formatos de alto engajamento

Formatos como o Thought Leader Ads, que patrocina posts de executivos reais, geram maior autenticidade e confiança no ambiente profissional. 

Qualidade do lead

Embora o custo por lead (CPL) seja mais alto, a taxa de qualificação pode chegar a 90% dentro do perfil ideal de cliente (ICP).

Como os custos do LinkedIn Ads e Google Ads se comparam na prática?

À primeira vista, o LinkedIn parece muito mais caro, mas essa análise pode ser enganosa se não considerarmos a qualidade. No Brasil, os benchmarks de 2026 apontam as seguintes médias para o B2B:

MétricaGoogle Ads B2BLinkedIn Ads
CPC médioR$ 3 – 15R$ 15 – 50
CPL médioR$ 30 – 200R$ 150 – 600
Investimento mínimoR$ 1.500/mêsR$ 3.000/mês

É possível combinar Google e LinkedIn Ads em uma estratégia única?

Sim! E essa costuma ser a estratégia mais eficaz para orçamentos acima de R$ 10.000 mensais. 

Uma abordagem integrada permite cobrir toda a jornada do cliente. 

Um modelo de sucesso consiste em:

  1. Topo/Meio de Funil (LinkedIn): Impactar decisores com conteúdos educativos e cases para gerar consciência.
  2. Remarketing (Ambos): Capturar visitantes do site via Pixel e reengajá-los com provas sociais.
  3. Fundo de Funil (Google Search): Estar presente quando esse decisor, já educado pela sua marca no LinkedIn, decidir buscar ativamente pela solução no Google.

Essa sinergia garante que sua marca esteja presente com a informação certa, no lugar certo e na hora certa.

Conclusão: LinkedIn ou Google?

A decisão final depende do seu momento:

  • Escolha Google Ads se: Você tem orçamento limitado, seu produto tem alta busca ativa e você precisa de leads imediatos.
  • Escolha LinkedIn Ads se: Você vende para cargos muito específicos, tem um ticket alto e precisa construir autoridade com decisores que ainda não estão buscando sua solução.

O motor de aquisição B2B mais resiliente é aquele que não depende de um único canal, mas integra a precisão profissional do LinkedIn com a intenção comercial do Google.

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