Em resumo: dá pra anunciar no LinkedIn Ads com orçamento baixo, desde que a estrutura seja enxuta. O orçamento mínimo depende do país e da moeda: no Brasil, R$ 20 por dia por campanha, o que dá uns R$ 600 por mês. Com pouca verba, rode poucas campanhas, cada uma com um papel: distribuição dos conteúdos (de preferência do executivo — Thought Leader Ads), captura de demanda com formulário de geração de leads, e Text Ads para reforço de marca, que custa pouco e imprime muito. Público enxuto no ICP, exclusões em dia e paciência pros primeiros meses.
“LinkedIn Ads é caro demais.”
Eu escuto isso toda semana.
E olha, por clique, o LinkedIn é caro mesmo. Bem mais que Google e Meta.
Mas caro por clique não quer dizer que você precisa de muito dinheiro pra começar. Quer dizer que você não pode desperdiçar.
Neste guia de LinkedIn Ads com orçamento baixo eu te mostro quanto é o mínimo, a estrutura de campanhas que eu uso quando a verba é curta e o que esperar dos primeiros meses. Bora?
Qual o orçamento mínimo do LinkedIn Ads?
Depende do país e da moeda da conta. No Brasil, o mínimo é R$ 20 por dia por campanha. Num mês de 30 dias, dá uma média de R$ 600 por campanha.
Um detalhe que pouca gente sabe: o mínimo é por campanha (o que o Campaign Manager hoje chama de conjunto de anúncios), não pela conta. Três campanhas = três mínimos.
O valor mínimo pode mudar, então confira na hora de criar a campanha: o Campaign Manager avisa se o orçamento estiver abaixo do permitido.
Se você quer entender por que o clique custa o que custa, tem um post só sobre isso: preço do LinkedIn Ads. E pra calcular a verba a partir da sua meta de leads, veja o guia de orçamento no LinkedIn Ads.
LinkedIn Ads com orçamento baixo funciona?
Funciona. Mas não do jeito que muita gente tenta.
O erro clássico é pegar R$ 1.500 e espalhar em oito campanhas, cinco públicos gigantes e três objetivos. Aí cada campanha recebe migalha, o algoritmo não aprende nada e, no fim do mês, a conclusão é “LinkedIn não funciona pra mim”.
Pois é. Não foi o LinkedIn.
Com pouca verba, a regra é poucas campanhas, cada uma com um papel claro, falando com um público enxuto. E que uma campanha complemente a outra.
Quais campanhas rodar com orçamento baixo no LinkedIn Ads?
Essa é a estrutura que eu uso quando a verba é curta.
Ela vem do LinkedIn Ads PRO, o programa da LinkUpers pra consultores e pequenos negócios B2B, que roda a distribuição de conteúdo, geração de leads com material rico e o Text Ads. Eu ainda somo (quando cabe) uma campanha de conversa ou imagem pra capturar demanda.
| Campanha | Papel | Formato | Público | Verba |
|---|---|---|---|---|
| 1. Conteúdo do executivo | Colocar quem decide em contato com as ideias da sua empresa | Thought Leader Ads (posts do perfil do fundador ou de um executivo) | Frio: o seu ICP | R$ 20/dia |
| 2. Geração de leads com material rico | Trocar um material útil pelo contato | Imagem ou documento + formulário de geração de leads | Retargeting (ou ICP, enquanto o retargeting não tem tamanho) | R$ 20/dia |
| 3. Captura de demanda | Oferta direta pra quem já está pronto pra conversar | Conversation Ads ou Imagem + formulário de geração de leads | Retargeting | R$ 20/dia |
| 4. Presença barata | Manter sua marca na memória de quem decide, o mês inteiro | Text Ads | Retargeting | R$ 20/dia de teto (gasta bem menos) |

No papel, as quatro somam R$ 2.400 por mês de teto. Na prática, como o Text Ads quase nunca gasta o orçamento inteiro (já explico), a conta fica abaixo disso.
Qual público usar em cada campanha?
Repara na coluna de público: só a primeira campanha fala com gente que ainda não te conhece.
- Conteúdo do executivo: público frio, montado com o seu ICP (cargo, setor e porte, ou uma lista de empresas). É ela que apresenta a sua empresa pra quem decide.
- Material rico, captura de demanda e Text Ads: retargeting. Quem engajou com os posts, visitou o seu site ou abriu os seus anúncios, sempre cruzado com o ICP pra não pagar por curioso.
Por que separar assim? Porque com pouca verba não dá pra pedir contato pra quem nunca ouviu falar de você. Primeiro você aparece, depois você pede.
Só tem um detalhe: o público de retargeting precisa de pelo menos 300 membros pra rodar. No começo, enquanto ele não tem tamanho, deixe a campanha de material rico no ICP e ligue as outras quando o retargeting encorpar.
Quais públicos criar e como montar cada um tá no guia de retargeting no LinkedIn Ads.
Agora, uma por uma.
1. Distribuição dos conteúdos do executivo
É a base de tudo.
Em vez de anúncio com cara de anúncio, você patrocina os posts que o fundador ou um executivo já publicou no perfil dele. Isso é o Thought Leader Ads.
Por que eu começo por aqui:
- Gente engaja com gente. Post de pessoa tem cara de conversa, não de propaganda.
- Custa menos por impressão. Na nossa conta, nos últimos 90 dias, o CPM (Custo por Mil Impressões) do Thought Leader Ads ficou em R$ 14,80. Os anúncios de imagem de retargeting, em R$ 31. Os de documento, em R$ 41,60.
- Alimenta as outras campanhas. Quem engaja com os posts vira público de retargeting pra captura.
Aqui você “herda” a distribuição que o executivo já faz no orgânico e coloca na frente de quem decide nas empresas do seu ICP, e não só da rede dele.
Dica: o post pode levar pro seu site também. Antes de colocar na campanha, edite o post e inclua o link (pro material, pra uma página de solução, pro agendamento). Assim você educa e ainda gera visita, no mesmo anúncio.
E se ninguém da empresa produz conteúdo?
Dá pra trocar essa campanha por uma de visitas ao site: anúncio de imagem levando pra uma página do site, pra capturar demanda.
Só que isso é o tradicional. É o que todo mundo faz: anúncio levando pro site.
O conteúdo do executivo joga outro jogo. Ele educa e cria demanda com quem ainda nem sabe que precisa de você, e é isso que deixa as campanhas de captura mais baratas depois.
Então:
- Tem verba pras duas? Ok, rode as duas.
- Precisa escolher? Fique com o conteúdo do executivo (com link no post), seguido das campanhas complementares.
Mais sobre essa lógica no post de founder-led growth com LinkedIn Ads.
2. Geração de leads com material rico (lead magnet)
Um material de verdade útil pro seu cliente ideal: um guia, um checklist, uma planilha, um diagnóstico.
O anúncio oferece o material e o formulário de geração de leads abre dentro do próprio LinkedIn, já preenchido com os dados do perfil. A pessoa não sai do LinkedIn e você recebe nome, empresa e cargo.
Dica: o material precisa resolver um problema específico de quem compra de você. Material genérico traz lead genérico.
Público: retargeting de quem engajou com os posts do executivo e de quem visitou o seu site. No começo, o ICP.
3. Captura de demanda com Conversation Ads (ou imagem)
O material rico pega quem quer aprender. A conversa pega quem quer resolver.
O Conversation Ads chega na caixa de mensagens do LinkedIn, com botões que levam a pessoa por um caminho: “quero um diagnóstico”, “quero ver como funciona”, “agora não”.
E dá pra ligar um formulário de geração de leads num dos botões. Quem clica deixa o contato ali mesmo.
Prefere algo mais simples? Um anúncio de imagem com a oferta direta e o mesmo formulário faz o papel.
Funciona melhor com quem já te conhece. Então, assim que o seu público de retargeting tiver tamanho (o mínimo é de 300 membros), aponte essa campanha pra ele, cruzado com o ICP. O passo a passo tá no guia de retargeting no LinkedIn Ads.
4. Text Ads: custa pouco e imprime muito
O Text Ads é aquele anúncio pequenininho, com título curto, uma linha de texto e uma imagem miniatura, que aparece na lateral direita (e às vezes no topo) do LinkedIn no desktop. Só no desktop. No celular, ele não existe.

E ele tem duas características que parecem defeito, mas, com orçamento baixo, são vantagem:
- Quase nunca gasta o orçamento. O espaço é pequeno, só existe no computador e pouca gente clica. Então a campanha simplesmente não consegue gastar tudo.
- Imprime muito. Com a cobrança por clique (é como a gente configura) e quase ninguém clicando, a impressão sai quase de graça.
Olha os números da nossa campanha de Text Ads em português, nos últimos 90 dias:
| Métrica | Text Ads (nossa conta) |
|---|---|
| Orçamento diário | R$ 20 (teto de cerca de R$ 1.800 em 90 dias) |
| Gasto real | R$ 537,60 |
| Impressões | 4,1 milhões |
| Pessoas alcançadas | Cerca de 64 mil |
| CPM | R$ 0,13 |
| Cliques | 192, a R$ 2,80 cada |
Repara: R$ 0,13 por mil impressões, contra R$ 14,80 do Thought Leader Ads.
Agora, sendo honesto: impressão na lateral não vale o mesmo que impressão no feed. O anúncio é pequeno, a atenção é menor e a frequência fica altíssima (na nossa, mais de 60 vezes por pessoa no período).
Por isso, o papel do Text Ads é presença. Sua marca aparecendo o tempo todo pra quem decide, pelo preço de um cafezinho por dia. Quem quer clique e lead, quem traz são as campanhas 2 e 3.
Público: retargeting. A sua marca fica aparecendo na lateral pra quem já te viu no feed ou no site, enquanto as outras campanhas trabalham. Na nossa conta, a gente cruza esse retargeting com o ICP.
E se eu tiver menos que isso?
Priorize:
- Só R$ 600 por mês: uma campanha de captura com material rico, com o público bem fechado no ICP.
- Uns R$ 1.200: conteúdo do executivo + captura com material rico.
- Sobrou um pouco: some o Text Ads. Ele gasta pouco e reforça as outras duas.
- A conversa entra quando o retargeting tiver público pra ela.
Como fazer a verba render no LinkedIn Ads?
Feche o público no ICP
Com pouca verba, público gigante é dinheiro pulverizado.
Monte uma audiência enxuta, com cargo, setor e porte do seu cliente ideal (ou uma lista de empresas), e use como base em todas as campanhas. O retargeting entra cruzado com ela.
O passo a passo tá no guia de segmentação no LinkedIn Ads.
Desligue o que espalha a verba
Deixe desligadas a Ampliação de Público e a LinkedIn Audience Network (que leva o anúncio pra sites e apps fora do LinkedIn).
Com pouco dinheiro, cada centavo precisa cair em quem você escolheu.
Exclua quem não compra
Clientes, concorrentes, fornecedores, estudantes, empresas fora do perfil. Cada impressão neles é verba que não volta. Veja como no post de exclusões no LinkedIn Ads.
Poucos anúncios por campanha
Dois a quatro anúncios por campanha bastam. Com mais que isso, a verba se divide demais e você demora a saber o que funciona.
Não deixe poucas empresas comerem a verba
Com orçamento baixo, é comum duas ou três empresas grandes ficarem com boa parte das impressões. Acompanhe quais empresas sua campanha está impactando e corrija a rota.
O que esperar dos primeiros meses com orçamento baixo?
Sem ilusão:
- Primeiras semanas: aprendizado. O algoritmo ainda tá descobrindo quem responde, e o custo tende a ser mais alto.
- Primeiro e segundo mês: alcance e engajamento crescendo, os primeiros leads chegando, o público de retargeting ganhando corpo.
- Terceiro mês: dá pra ler o que funciona e decidir onde colocar mais verba.
Com R$ 2 mil por mês você não vai ter 50 leads em duas semanas. Vai ter as empresas certas te conhecendo, alguns contatos qualificados e dados pra decidir o próximo passo.
E leia os resultados pelo que importa: quais empresas do seu ICP foram impactadas, quem engajou e quem virou conversa. Não só o CPC. Pra medir direito, configure as conversões no LinkedIn Ads.
Quando não vale a pena começar com orçamento baixo?
Segura a verba se:
- O ticket é baixo. Se um cliente vale R$ 300, o LinkedIn dificilmente se paga. Ele brilha onde um contrato paga meses de mídia.
- Você vende pro consumidor final. O LinkedIn é pra B2B.
- Ninguém vai responder os contatos. Lead parado não vira cliente, e aí não tem orçamento que resolva.
- Você precisa de volume amanhã. Orçamento baixo pede paciência.
Como controlar o orçamento sem ficar olhando o Campaign Manager todo dia?
No LinkedScope, dá pra pausar campanhas automaticamente ao atingir o limite de orçamento, ligar o limite de impressões por empresa (pra nenhuma empresa comer a verba sozinha) e deixar a otimização automática de lances ajustando os lances das campanhas.
E em Empresas Impactadas você vê quais empresas cada real alcançou, com o Índice de Intenção de cada uma.
Quer ver quais empresas os seus R$ 20 por dia estão alcançando? Veja como o LinkedScope funciona e faça o teste grátis por 15 dias. 😉
Perguntas frequentes
Qual o orçamento mínimo do LinkedIn Ads?
Depende do país e da moeda da conta de anúncios. No Brasil, o mínimo é R$ 20 por dia por campanha (conjunto de anúncios), o que dá cerca de R$ 600 por mês.
Dá pra anunciar no LinkedIn com R$ 600 por mês?
Dá, com uma campanha só e um público bem fechado no seu cliente ideal. Comece por uma campanha de captura com material rico e formulário de geração de leads, e adicione as outras conforme a verba crescer.
Quais campanhas rodar com orçamento baixo no LinkedIn Ads?
Poucas, cada uma com um papel: distribuição dos posts do executivo com Thought Leader Ads, captura com material rico e formulário de geração de leads, captura de demanda com Conversation Ads e Text Ads pra manter a marca presente.
Qual público usar em cada campanha com orçamento baixo?
Use público frio, montado com o seu ICP, só na campanha de conteúdo do executivo. Geração de leads com material rico, captura de demanda e Text Ads vão para retargeting (quem engajou com os posts ou visitou o site), cruzado com o ICP. Enquanto o retargeting não chega a 300 membros, deixe a campanha de material rico no ICP.
Por que o Text Ads quase não gasta o orçamento?
Porque aparece só na lateral direita (e às vezes no topo) do LinkedIn no desktop, com pouco espaço e poucos cliques. Com cobrança por clique, ele gera muitas impressões por um custo baixo, mas raramente consome o orçamento diário inteiro.
Em quanto tempo aparecem resultados com orçamento baixo?
As primeiras semanas são de aprendizado. Os primeiros leads costumam chegar no primeiro ou no segundo mês, e por volta do terceiro mês já dá pra ler o que funciona e decidir onde investir mais.



