Seu Público no LinkedIn Ads Está Grande Demais? Como Acertar o Tamanho e a Segmentação

Linka num auditório lotado, operando um canhão de luz que destaca só um pequeno grupo de decisores na plateia
Público gigante no LinkedIn Ads costuma ser segmentação ruim. Veja como calcular o tamanho de público ideal pro seu ICP, como a lógica E/OU funciona de verdade e por que o filtro de porte vaza (com teste e números reais).
O que você verá neste artigo:
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Em resumo: o tamanho de público ideal no LinkedIn Ads é o tamanho do seu ICP: número de contas-alvo × pessoas do comitê de compra em cada uma. Se a estimativa do Campaign Manager passa muito disso, a segmentação está frouxa. O LinkedIn exige no mínimo 300 membros, soma com OU os valores de um mesmo atributo e cruza atributos diferentes com E. Mas esse E não amarra cargo e empresa na mesma experiência, e filtros de porte só agem sobre quem tem a empresa bem vinculada no perfil. Por isso: monte o público como audiência salva, confira no Audience Insights e valide depois com os cargos e as empresas que de fato foram alcançados.

Público de 2 milhões de pessoas pra vender um software B2B de ticket alto?

Tem algo errado aí.

Eu vejo isso direto: a pessoa abre o Campaign Manager, empilha cargo, setor, porte, competência… e comemora quando o número fica gordo.

Só que no B2B, público grande demais costuma ser sinal de segmentação ruim, não de oportunidade.

Neste guia de segmentação no LinkedIn Ads eu te mostro como calcular o tamanho de público certo pro seu ICP, como a lógica E/OU funciona de verdade e as pegadinhas que quase ninguém conta. Bora?

Qual é o tamanho de público ideal no LinkedIn Ads?

A resposta curta: o tamanho do seu ICP. Nem mais, nem muito menos.

E dá pra fazer essa conta antes de abrir o Campaign Manager:

Tamanho de público ideal = número de contas-alvo × pessoas do comitê de compra por conta

Um exemplo:

  • Você vende pra 800 empresas que cabem no seu ICP.
  • Em cada uma, umas 8 pessoas influenciam a compra (decisor, influenciadores, quem usa, quem aprova o orçamento).
  • Seu público ideal fica na casa de 6.400 pessoas.

Aí você monta a segmentação e o LinkedIn estima 180 mil.

Pois é. Tem 170 mil pessoas ali que não estão no seu plano. E elas vão disputar a sua verba com quem importa.

Algumas regras de bolso:

  • Mínimo técnico: o LinkedIn só roda campanha com público de pelo menos 300 membros.
  • Estimativa muito acima da conta: segmentação frouxa. Volte e aperte cargo, empresa ou setor.
  • Estimativa muito abaixo: ou o ICP é pequeno mesmo (normal em ABM), ou tem filtro demais se anulando. Antes de abrir, entenda qual dos dois é.
  • Lembre do orçamento: público grande com verba pequena vira impressão espalhada. Ninguém vê seu anúncio vezes suficientes pra lembrar de você.

Se quiser fazer a conta de verba junto, dá uma olhada em como definir orçamento no LinkedIn Ads.

E aquela recomendação do LinkedIn de 50 mil pessoas?

Se você já leu a ajuda do próprio LinkedIn, viu isso: o mínimo é 300 pessoas, mas eles “sugerem” no mínimo 50 mil pra gerar resultado.

E pra Sponsored Content e Sponsored Messaging, os formatos mais usados no B2B? No mínimo 300 mil.

Página de ajuda do LinkedIn recomendando público de no mínimo 50.000 pessoas e de 300.000 para Sponsored Content e Sponsored Messaging
Página de ajuda do LinkedIn: “sugerimos no mínimo 50.000 para gerar resultados” e, pra Sponsored Content, 300 mil.

Vou ser direto: pro B2B, isso é balela.

Público maior ajuda o algoritmo a entregar e a gastar toda a sua verba. Ou seja, ajuda quem vende a mídia. Não necessariamente você.

Lembra da conta lá de cima? Se o seu ICP dá 6.400 pessoas, inflar o público pra 300 mil é colocar quase 294 mil pessoas fora do seu plano disputando a sua verba.

Público pequeno não pede mais gente. Pede orçamento compatível e frequência sob controle.

O tamanho ideal é o tamanho do seu ICP. Ponto.

Os atributos de segmentação do LinkedIn Ads (e quando usar cada um)

Se você tá começando agora, vale passar antes no guia definitivo de LinkedIn Ads.

O LinkedIn deixa você segmentar por um monte de coisa. Os que mais importam no B2B são estes:

AtributoO que éQuando usarCuidado
CargoO título que a pessoa tem no perfil, padronizado pelo LinkedInQuando você sabe exatamente quem decideSuper Titles agrupam vários cargos e podem trazer gente que você não esperava
Função + senioridadeÁrea (Marketing, Finanças…) e nível (Gerente, Diretor…), deduzidos do cargoPra cobrir variações de título sem listar todasÉ uma categoria ampla, interpretada pelo LinkedIn
Nome da empresa ou lista de empresasEmpresas específicas, escolhidas uma a uma ou importadasABM e qualquer ICP com lista fechada de contasDepende do vínculo do membro com a página da empresa
SetorSetor da empresa onde a pessoa trabalhaQuando o ICP é definido por mercadoA empresa pode ter vários setores, parte deles inferida pelo LinkedIn. O principal é o que o admin escolheu e pode estar desatualizado
PorteFaixa de número de funcionários da empresaPra afastar empresas pequenas ou grandes demaisSó funciona pra quem tem a empresa bem vinculada no perfil (mais abaixo)
Experiência e formaçãoAnos de experiência (calculados pelo LinkedIn a partir do histórico) e escolas, diplomas e áreas de estudo do perfilQuando o público depende de formação (ex.: ex-alunos de MBA) ou pra tirar quem está muito no começo da carreiraMuita gente não preenche formação, e anos de experiência é só estimativa. Corta gente boa sem você perceber
Competências e interessesHabilidades declaradas e interesses inferidosComo complemento, nunca como baseAmplia o público rapidinho e com pouca precisão

Minha recomendação: a base do público é empresa + cargo. Setor e porte entram quando você ainda não tem uma lista de contas. Competência e interesse, só pra testar.

Como funciona a lógica E/OU na segmentação do LinkedIn

Aqui mora metade das confusões. A regra é simples:

  • Dentro do mesmo atributo, é OU. Cargo “CMO” OU “Diretor de Marketing”: entra quem tiver qualquer um dos dois.
  • Entre atributos diferentes, é E. Cargo E setor E porte: a pessoa precisa atender a todos.
  • Nas exclusões, é OU. Bateu em qualquer critério de exclusão, saiu.

Na teoria é lindo. Na prática, tem um detalhe que muda tudo.

O “E” da segmentação não amarra cargo e empresa

Uma vez eu mostrei num post aqui no LinkedIn que dá pra impactar um “Diretor de Marketing do Nubank” que nem é diretor e nem trabalha no Nubank.

Parece piada. Não é.

Pensa numa segmentação com Diretor de Marketing E setor Tecnologia E empresas com mais de 200 funcionários.

A expectativa: diretores de marketing de empresas de tecnologia com mais de 200 funcionários.

A real: o LinkedIn não exige que esses atributos venham da mesma experiência profissional.

Se a pessoa tem mais de um cargo marcado como atual, cada critério pode ser atendido por uma experiência diferente.

Aí entra na campanha quem é Diretor de Marketing de uma agência de 2 pessoas e, ao mesmo tempo, gerente de RH numa empresa de tecnologia com 500 funcionários.

O cargo veio de um lugar. O setor e o porte vieram de outro.

  • Cargo certo + empresa errada: entra.
  • Cargo errado + empresa certa: também entra.

E isso é mais comum do que parece. Consultor, sócio de empresa pequena, conselheiro, professor, quem toca um negócio paralelo… todo mundo costuma ter dois ou mais cargos atuais.

Como reduzir o problema

  • Use cargos específicos em vez de só função + senioridade.
  • Prefira lista de empresas a setor + porte quando você sabe quais contas quer. Lista + cargo ainda pode cruzar experiências, mas o universo fica bem menor e mais controlado.
  • Pra ABM de verdade, use lista de contatos: aí você escolhe a pessoa, não uma combinação de atributos.
  • Acompanhe os cargos e as empresas efetivamente alcançados. É ali que esse cruzamento aparece, e não na tela de configuração.

Por que um filtro de porte pode não fazer o que você espera

Cargo, setor e porte não vêm de um cadastro oficial.

O LinkedIn deduz esses dados do perfil de cada membro, a partir da página de empresa vinculada à experiência atual. Quando esse vínculo falha, o atributo fica desconhecido ou errado:

  • o membro digitou o nome da empresa sem vincular a página;
  • vinculou a página errada, tipo uma homônima ou a matriz no lugar da subsidiária;
  • a empresa não tem página, ou o porte foi calculado pelos poucos funcionários que vincularam a página.

Na prática, um filtro de porte só age sobre quem o LinkedIn consegue classificar.

Ao excluir uma faixa, saem os membros que ele sabe que estão nela. Quem tem porte desconhecido fica.

E adivinha quem mais deixa a página de lado? As empresas pequenas. Justamente as que você queria tirar.

Resultado: a estimativa de público cai menos do que o esperado (ou nem cai), e os leads de empresas pequenas continuam pingando.

Fiz o teste: quanto vaza um filtro de porte

Pra não ficar só na teoria, rodei as estimativas de público do próprio LinkedIn com dois públicos no Brasil.

PúblicoSem filtro de porteExcluindo empresas de até 50 funcionáriosIncluindo só empresas de 51+ funcionáriosSobram sem porte conhecido
Marketing, de gerente pra cima120 mil77 mil60 milpelo menos 17 mil (22%)
Diretor pra cima, qualquer área2,5 milhões1,9 milhão930 milpelo menos 970 mil (51%)

Estimativas de público do LinkedIn Ads (arredondadas pelo próprio LinkedIn), consultadas em outubro de 2026.

Traduzindo a primeira linha: excluí as empresas de até 50 funcionários e sobraram 77 mil pessoas.

Só que, dessas, no máximo 60 mil trabalham comprovadamente numa empresa de 51+.

As outras 17 mil? O LinkedIn não sabe o porte da empresa delas. E elas continuam na campanha.

No público de diretores é pior: mais da metade do que sobra depois da exclusão não tem porte conhecido.

Moral da história: incluir as faixas que você quer é mais preciso do que excluir as que você não quer.

O público fica menor, mas só com quem o LinkedIn sabe que está na faixa. O preço é perder quem tem porte desconhecido, inclusive uma parte que estaria no seu ICP. Se você sabe quais contas quer, a lista de empresas continua sendo o caminho mais limpo.

Escrevi um post só sobre isso: exclusões no LinkedIn Ads, com quem tirar das campanhas e quando usar lista em vez de porte.

Gráfico: público de 120 mil cai para 77 mil ao excluir empresas de até 50 funcionários, mas 17 mil continuam sem porte conhecido; incluindo só empresas de 51+ o público é de 60 mil
Em rosa, quem a exclusão de porte não consegue tirar: gente cuja empresa o LinkedIn não sabe o tamanho.

Como validar antes de confiar no filtro

  • Compare a estimativa de público antes e depois de cada filtro de porte, setor ou exclusão. Se o número não se mexe como deveria, o filtro não está fazendo o que você imagina.
  • Faça a conta da tabela acima: estimativa excluindo a faixa × estimativa incluindo só as faixas que você quer. A diferença é o tamanho do vazamento.
  • Olhe as empresas que de fato receberam seus anúncios, e não só o que foi configurado.
  • Cruze com quem converte: se os leads seguem vindo da faixa excluída, o vazamento está no dado de perfil, não no criativo.
  • Quando a regra é “nunca anunciar pra estas empresas”, use uma lista de empresas na exclusão, e não um atributo de porte.

E se quiser revisar a campanha inteira, e não só o público, usa o checklist de campanhas no LinkedIn.

Por que o relatório mostra setores que você não segmentou?

Segmentou Software e o relatório mostra Educação, Recrutamento, Serviços de TI?

Calma. Nem sempre é erro. Setor no LinkedIn não é um campo só.

Uma empresa pode ter mais de um setor. O principal é o que o admin escolheu na página.

Mas o LinkedIn pode atribuir setores adicionais à empresa, e eles também valem pra segmentação.

Boa parte é inferida. O LinkedIn usa um modelo que olha nome, porte e o perfil de quem trabalha lá (competências, cargos, formação, empresas anteriores) pra decidir em que setores a empresa se encaixa.

Em algumas páginas, ele usa uma classificação própria no lugar do que o admin preencheu.

A página fica com o que o admin escolheu. A lista de setores do LinkedIn muda de versão de tempos em tempos, com opções novas e mais específicas.

Se o admin escolheu um setor genérico lá atrás e nunca revisou, a empresa continua lá. É por isso que tanta empresa de software ainda aparece em “Serviços de TI”.

Sem setor na página, vale o perfil da pessoa. Se a empresa não tem setor, o LinkedIn usa o setor que o próprio membro colocou no perfil.

Tá tudo na ajuda oficial do LinkedIn sobre opções de segmentação.

Moral: o relatório não tá necessariamente errado. O LinkedIn só não usa o setor principal sozinho.

Na prática:

  • Setor é bom pra recortar mercado, ruim pra garantir quem entra. Se você sabe quais contas quer, use lista de empresas.
  • Excluir setor também vaza pro outro lado. Excluiu Educação? Pode sair junto uma empresa de software que o LinkedIn também classificou como educação.
  • Antes de rodar, confira a distribuição de setores no Audience Insights da audiência salva.

Resumo da ópera: setor e porte são uma caixa-preta. Você não vê quem entrou nem quem saiu por causa deles.

Na lista de empresas, você sabe exatamente quais empresas está segmentando. E na exclusão isso pesa ainda mais: excluir um atributo pode furar a sua segmentação sem você perceber.

Ampliação de Público: liga ou desliga?

A Ampliação de Público deixa o LinkedIn mostrar seu anúncio pra gente “parecida” com quem você segmentou.

Pra ICP fechado, eu desligo. Sem dó.

Você passou horas acertando cargo e empresa. Não faz sentido deixar o algoritmo abrir a porteira por conta própria.

Ela pode fazer sentido em campanha de topo de funil com público pequeno demais pra entregar. Mesmo assim, acompanhe quem entrou.

Monte o público como audiência salva e confira no Audience Insights

Tudo o que vimos até aqui tem a mesma raiz: a segmentação usa a forma como o LinkedIn interpreta o perfil, e não necessariamente o que a pessoa declarou ou o que você tem em mente.

A senioridade é um bom exemplo. Ela vem da forma como o LinkedIn classifica cada cargo atual, e uma pessoa pode ter mais de uma.

Fiz a conta nas estimativas do LinkedIn: selecionando só Diretor no Brasil, o público fica em 1,4 milhão. Desses, pelo menos 62 mil também contam como Gerente, 50 mil como Dono e 42 mil como CXO.

Ou seja: “só Diretor” não é tão “só” assim.

Por isso, o fluxo mais seguro é:

  1. Crie o público primeiro como audiência salva, e não direto na campanha.
  2. Abra o Audience Insights dessa audiência e confira a distribuição por senioridade, cargo, setor, porte e empresa. Muito analista num público que devia ser de decisores? Setor que você não escolheu? Ajuste antes de gastar.
  3. Só depois aplique a audiência na campanha. Cada campanha herda um público já validado, e as mudanças passam a ser feitas num lugar só.
Audience Insights do LinkedIn Ads mostrando o nível de experiência de uma audiência salva
Uma audiência nossa, montada por função, setor e porte, sem filtro de senioridade: quase dois terços são Iniciante ou Sênior. Se o seu ICP é decisor, é aqui que você descobre antes de gastar.

Esse print é de uma audiência real nossa. Ela não tem filtro de senioridade, e o Audience Insights deixa isso escancarado: 27% Iniciante e 36% Sênior.

Pra campanha de retargeting e de conteúdo, tudo bem. Pra uma campanha que precisa falar com quem assina o contrato, seria hora de apertar.

Quais públicos personalizados criar no LinkedIn Ads?

Segmentar por atributo é só metade do jogo.

A outra metade são os públicos personalizados (as Matched Audiences): listas que você sobe e retargeting de quem já interagiu com a sua marca.

Em toda conta nova eu crio estes logo no começo:

  • Listas de empresas: ICP, exclusão e negócios abertos no CRM. O que fazer com cada lista do CRM tá no post de público lookalike e retargeting de negócios abertos.
  • Retargeting de engajamento: quem interagiu com seus anúncios de imagem, documento, vídeo, conversa e formulário, ou com a sua LinkedIn Page.
  • Retargeting de site: quem visitou o site, páginas específicas ou a página de obrigado (via Insight Tag).

Duas regras valem pra todos: cruze o retargeting com o ICP na audiência salva e use quem já converteu (envio de formulário, página de obrigado) como exclusão.

Os detalhes de cada público, com janelas, prints e o passo a passo pra criar, estão no guia de retargeting no LinkedIn Ads.

E mantenha as listas vivas, porque elas envelhecem rápido. No LinkedScope, Contas Alvo e Exclusão sincronizam sozinhas como públicos no LinkedIn Ads toda semana.

Os erros clássicos de segmentação no LinkedIn Ads

  • Comemorar público grande. No B2B, o número certo é o do seu ICP.
  • Empilhar competências e interesses pra “dar volume”. Volume de quem?
  • Usar só função + senioridade quando você sabe os cargos exatos.
  • Confiar no porte pra tirar empresas pequenas sem conferir a estimativa.
  • Deixar a Ampliação de Público ligada numa campanha de ABM.
  • Configurar e nunca mais olhar quem foi alcançado de verdade.

Tem mais erros (que vão além da segmentação) em erros comuns no LinkedIn Ads e como evitar.

O que conta é quem foi impactado, não o que você configurou

Você pode fazer a segmentação mais caprichada do mundo.

Cargo certinho, lista de empresas, Ampliação de Público desligada, audiência validada no Audience Insights…

E ainda assim, quem vai ver seu anúncio é decidido na entrega. Com cargo duplo, porte desconhecido, Super Title e tudo o que a gente viu até aqui.

Por isso, segmentação boa é a que se confirma na entrega. Configurar é metade do trabalho. A outra metade é olhar quem a campanha alcançou de fato e corrigir a rota.

No Campaign Manager: dados demográficos (com limites)

O próprio LinkedIn mostra isso no relatório de Dados demográficos profissionais, dentro de Desempenho. Dá pra ver por cargo, função, senioridade, setor, porte e empresa.

Ajuda, mas é limitado:

  • Na visão por cargo, a tela lista só os 25 cargos com mais impressões.
  • São só 3 métricas: impressões, cliques e CTR médio. Sem gasto, sem conversão, sem lead.
  • Muitos cargos aparecem com “Dados não suficientes para o relatório” nos cliques.
  • E você não age dali. Achou um cargo que não devia estar ali? Vai ter que abrir campanha por campanha e ajustar na mão.
Relatório de dados demográficos profissionais do Campaign Manager por cargo, com impressões, cliques e CTR médio
Dados demográficos por cargo no Campaign Manager, na nossa conta, de 21/09 a 20/10/2026: 25 cargos, com impressões, cliques e CTR médio.

No LinkedScope: Cargos Impactados

No Cargos Impactados você vê todos os cargos que o LinkedIn reporta pras suas campanhas, e não só os 25 do topo.

E com muito mais métrica: gasto e fatia do gasto, impressões, engajamentos, taxa de engajamento, tempo de permanência, cliques, conversões e leads de cada cargo. Dá pra filtrar por campanha e por conjunto de anúncios.

Mas a melhor parte é agir direto dali:

  • Polegar pra cima (positivo): o cargo entra na segmentação por cargo das campanhas.
  • Polegar pra baixo (negativo): o cargo vai pras exclusões.
  • Sincronizou: vale pra todas as campanhas ativas e pausadas que você escolher. Sem abrir uma por uma.
Tela Cargos Impactados do LinkedScope com 1.864 cargos, gasto, impressões, engajamentos e botões para marcar cargos como positivos ou negativos
Mesma conta, mesmo período, no LinkedScope: 1.864 cargos, com gasto, impressões, engajamentos, permanência e os polegares pra positivar ou negativar cada um.

Pra ter ideia da diferença: na nossa própria conta, no mesmo período, o Campaign Manager listou 25 cargos. O LinkedScope mostrou 1.864.

Sabe aquele “Diretor de Marketing do Nubank” que não é diretor? É ali que ele aparece. E é ali que você tira ele da jogada, com um clique.

Um detalhe honesto: o LinkedIn aplica regras de privacidade nos dados demográficos (valores com poucos eventos não são reportados) e isso vale pra qualquer ferramenta. A diferença está em quanto disso você consegue ver e no que dá pra fazer com o que ele entrega.

E se aparecer cargo que você nem segmentou? Normal. Os motivos mais comuns:

  • segmentação por função, senioridade ou outros critérios além do cargo;
  • Super Titles, que juntam vários cargos parecidos;
  • gente com mais de um cargo atual no perfil;
  • Ampliação de Público ligada no conjunto de anúncios;
  • cargos segmentados alterados no meio da campanha.

O LinkedScope avisa isso na própria tela. Não é bug: é como o LinkedIn entrega.

E as empresas que viram seus anúncios?

Mesma lógica, olhando pra empresa. O Empresas Impactadas mostra quais empresas foram alcançadas, com o Índice de Intenção de cada uma. Achou uma que não devia estar ali? Manda direto pra lista de Exclusão. (Explico o recurso inteiro em como descobrir as empresas impactadas pelo LinkedIn Ads.)

E vai aparecer empresa que não estava na sua segmentação, mesmo quando você usou uma lista:

  • a pessoa trabalha em mais de uma empresa;
  • mudou de emprego durante a campanha;
  • a Ampliação de Público estava ligada;
  • a empresa segmentada é controladora de outras (matriz e filiais);
  • a lista de empresas mudou no meio da campanha;
  • no filtro de setor, a empresa tem setores adicionais atribuídos pelo LinkedIn (aquele papo lá de cima).

Por isso vale olhar o que foi entregue, e não só o que foi configurado. É ali que o vazamento aparece.

Tela Empresas Impactadas do LinkedScope com Índice de Intenção, lista, leads e estágio no CRM de cada empresa (nomes borrados)
Empresas Impactadas na nossa conta: 14.498 empresas alcançadas em 30 dias, com Índice de Intenção, lista, leads e estágio no CRM. Nomes borrados de propósito.

Quer ver isso rodando nas suas campanhas? Veja como o LinkedScope funciona e faça o teste grátis por 15 dias. 😉

Perguntas frequentes

Qual o tamanho de público ideal no LinkedIn Ads?

O tamanho do seu ICP: número de contas-alvo multiplicado pelas pessoas do comitê de compra em cada uma. Se a estimativa do Campaign Manager fica muito acima disso, a segmentação está ampla demais.

Qual o público mínimo para rodar uma campanha no LinkedIn Ads?

300 membros. Abaixo disso, o LinkedIn não roda a campanha.

O LinkedIn recomenda públicos de 50 mil pessoas. Preciso seguir?

Não no B2B. A ajuda do LinkedIn sugere no mínimo 50 mil pessoas (e 300 mil para Sponsored Content e Sponsored Messaging), mas o tamanho ideal é o do seu ICP: contas-alvo vezes pessoas do comitê de compra. Inflar o público só coloca gente fora do plano disputando a sua verba. O mínimo técnico é 300 membros.

Como funciona a lógica E/OU na segmentação do LinkedIn?

Valores de um mesmo atributo são somados com OU, atributos diferentes são cruzados com E e as exclusões funcionam com OU. Mas o E não exige que cargo e empresa venham da mesma experiência profissional do membro.

Por que meu anúncio aparece para cargos que eu não segmentei?

Por segmentação por função ou senioridade, Super Titles, Ampliação de Público ou pessoas com mais de um cargo atual no perfil, em que cada critério é atendido por uma experiência diferente.

O filtro de porte de empresa do LinkedIn é confiável?

Só para membros com a empresa bem vinculada no perfil. Quem não vinculou a página, ou vinculou a errada, fica com porte desconhecido e não é removido por uma exclusão de porte. Num teste com estimativas do LinkedIn, ao excluir empresas de até 50 funcionários de um público de marketing no Brasil, pelo menos 22% do que sobrou não tinha porte conhecido. Incluir as faixas desejadas é mais preciso do que excluir as indesejadas, e uma lista de empresas é mais precisa ainda.

Por que o relatório do LinkedIn Ads mostra setores que eu não segmentei?

Porque uma empresa pode ter vários setores no LinkedIn. O principal vem da página, mas o LinkedIn atribui setores adicionais por inferência, e todos valem pra segmentação. Quando a empresa não tem setor, vale o setor do perfil do membro. Pra controlar quem entra, use lista de empresas.

Quais públicos personalizados criar no LinkedIn Ads?

Comece por listas de empresas (ICP, exclusão e negócios abertos no CRM) e por retargeting: quem interagiu com seus anúncios e com a sua LinkedIn Page e quem visitou o seu site. Cruze o retargeting com o ICP e use quem já converteu (envio de formulário, página de obrigado) como exclusão.

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Gui Nery

Co-Founder @LinkedScope @LinkUpers. Especialista em Marketing B2B. Mineiro de BH vivendo em Barcelona, sou apaixonado por Empreendedorismo, Tecnologia, Negócios, Viagens, Vida Saudável e pelas Pessoas.

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